Força vs Cardio: precisamos escolher?
Durante muito tempo, pareceu que o exercício vinha com uma escolha de torcida organizada: musculação de um lado, corrida do outro. Mas, cada tipo de treino provoca adaptações diferentes, e justamente por isso eles podem funcionar mais bem juntos.
Em vez de “força ou cardio?”, vale perguntar: quanto de cada um cabe na sua rotina e conversa com o seu objetivo?
Cada treino joga um jogo diferente
O exercício aeróbico, como corrida, caminhada, bicicleta ou natação, desafia principalmente o sistema cardiorrespiratório. Com a prática, o coração, os pulmões e os músculos ficam mais eficientes em transportar e utilizar oxigênio. O resultado pode aparecer no dia a dia como mais resistência e menor cansaço para realizar atividades prolongadas.
Já o treinamento de força coloca músculos e ossos sob estímulos de resistência. Isso ajuda a desenvolver e preservar massa muscular, aumentar a força e melhorar a capacidade de realizar tarefas como levantar, carregar, empurrar e subir escadas.
O impacto vai além dos músculos
A atividade aeróbica está relacionada a adaptações importantes na saúde cardiovascular e metabólica, enquanto o treinamento de força ajuda a preservar a massa muscular e a capacidade funcional, algo especialmente importante à medida que envelhecemos.
E o metabolismo?
Músculos são tecidos metabolicamente ativos. Ao desenvolver e preservar massa muscular, o treinamento de força ajuda a manter a capacidade do corpo de utilizar energia e glicose.
O exercício aeróbico também aumenta a utilização de glicose pelos músculos e pode melhorar a sensibilidade à insulina.
O melhor treino não precisa excluir o resto
Você não precisa escolher entre levantar peso e correr como se estivesse assinando um contrato...
Um treino pode melhorar sua resistência; outro, sua força. Um pode fazer você sustentar um esforço por mais tempo; outro, carregar mais peso com segurança. Juntos, eles oferecem estímulos diferentes para um corpo que precisa fazer muitas coisas diferentes.